sábado, 14 de fevereiro de 2009

Fábrica de maus professores

Em novembro do ano passado, publiquei um post (AQUI) que tratava da ideologia esquerdista que (infelizmente) domina a educação no Brasil.

No último dia 12/02, Ana fez um comentário no post:
Acho um absurdo essa senhora achar que não é responsabilidade do governo a má educação que os estudantes recebem durante todo o período escolar fundamental.
Achei em outro blog respostas de um filósofo a esta entrevista, muito interessante: http://joaojosefonseca1.blogspot.com/2008/11/fbrica-de-maus-professores.html
Prezada Ana,
Sugiro que você releia a entrevista que eu inseri no post.
Obviamente, você não leu - ou, se leu, não entendeu nada do que está escrito ali.
Em nenhum momento a entrevistada (a antropóloga Eunice Durham) afirmou que "não é responsabilidade do governo a má educação que os estudantes recebem durante todo o período escolar fundamental".

Releia, e depois reveja seu comentário.

Com relação ao link que você indicou, prefiro ler diretamente o que escreveu Paulo Ghiraldelli Jr, AQUI. Afinal, o link que você indicou apenas reproduz o conteúdo original. Via de regra, prefiro ir direto à fonte.

Aliás, a fonte (Paulo Ghiraldelli Jr), faz boas críticas às afirmações da entrevistada de Veja. Mas comete equívocos idênticos àqueles que ele, Paulo Ghiraldelli Jr, aponta nas afirmações da antropóloga.
Para ficar apenas em um:
Eunice está correta no que fala do curso, mas errada ao apontar as causas que aponta. A carreira do magistério não é atraente do ponto de vista financeiro, então, o curso de pedagogia atrai os piores alunos, os que fogem de vestibulares difíceis. Eles chegam ao ensino superior, por exemplo, sem saber matemática, e lá no curso vão tentar aprender metodologia do ensino de matemática. Ora, deveria a universidade "recordar" todo o curso de ensino médio que não fizeram? Alguns não fizeram direito nem mesmo o ensino das séries elementares. É impossível para a universidade fazer isso.
Que generalização perigosa, não ?! Quando o filósofo afirma A carreira do magistério não é atraente do ponto de vista financeiro, então, o curso de pedagogia atrai os piores alunos, os que fogem de vestibulares difíceis, ele está generalizando, pois já parte do pressuposto de que o curso de pedagogia atrai os piores alunos e, ademais, estariam interessados apenas e tão somente no aspecto financeiro.

Será ??????

Num outro trecho:
Eunice erra os termos, e isso mostra um problema já complicado da própria entrevista. Ninguém é menos escolarizado, como ela diz, no caso – pois todo mundo deve ter a mesma quantia de anos de escola para fazer faculdade. Todo mundo que vai para o ensino superior vai com o mesmo número de anos de escola. Ela confundiu "menos escolarizado" com "menos capaz". E isso é grave. Isso mostra falta de rigor, e espelha o fato dela não estar sendo capaz de prestar a atenção na própria entrevista. Então, isso assusta, pois mostra que ela talvez não esteja concentrada na atividade que está fazendo. Isso depõe contra o que diz acima e, enfim, acaba explicando um pouco a falta de rigor da tal da pesquisa que ela apresenta.
Êpa, péraí !
Quem disse que "menos escolarizado" não signifique "menos capaz" ?!
Não é possível dizer que uma pessoa seja "menos escolarizada" do que outra, ainda que tenham cursado o mesmo número de anos de escola, entre ensino fundamental e médio ?! Afinal, duas pessoas podem ter cursado a mesma QUANTIDADE de aulas, mas não significa que o aproveitamento, ou seja, a QUALIDADE, tenha sido equivalente......
Neste trecho, o Paulo Ghiraldelli Jr tergiversa.

Exatamente o que ele, Paulo Ghiraldelli Jr, acusa a antropóloga de ter feito.

Em suma, prezada Ana, o assunto rende bastante.
Se você quiser debatê-lo, fique à vontade.

Mas, por favor, tente entender o que está escrito, ao invés de inventar afirmações descabidas.
E, se você conseguir algum argumento seu (e não "importado" de alguém), melhor ainda !

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